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sexta-feira, 1 de julho de 2016

‘Uma resposta àqueles que celebraram com champanhe’, diz procurador sobre retirada do caso de Moro

Andrey Borges de Mendonça, da força-tarefa da Operação Custo Brasil, que prendeu ex-ministro de Lula e Dilma, avisa que investigações 'vão continuar onde quer que estejam'
O procurador da República Andrey Borges de Mendonça afirmou nesta quinta-feira, 23, que a Operação Custo Brasil é ‘uma resposta àqueles que celebraram com champanhe’ a retirada dessa fatia da Lava Jato das mãos do juiz federal Sérgio Moro.
Custo Brasil prendeu o ex-ministro do Planejamento e de Comunicações Paulo Bernardo (governos Lula e Dilma) e mais dez investigados por suspeita de ligação com esquema de propinas no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre 2010 e 2015.



Paulo Bernardo foi preso por ordem da Justiça Federal em São Paulo, que acolheu pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, protagonistas da Custo Brasil.
O caso envolvendo Bernardo e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), foi inicialmente captado pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República em Curitiba, base da Operação Lava Jato.
Com a citação ao nome da senadora – suposta beneficiária de propinas para sua campanha eleitoral em 2010 -, o caso foi deslocado das mãos do juiz federal Sérgio Moro, símbolo da Lava Jato, para o Supremo Tribunal Federal, instância máxima que detém competência para processar parlamentares com foro privilegiado.
Em 2015, o STF dividiu essa fase da Lava Jato. Tecnicamente, a Corte promoveu o declínio da investigação, tirando-a de Moro. O Supremo ficou com a guarda da parte envolvendo Gleisi e remeteu para a Justiça Federal em São Paulo a fatia sobre a Consist, empresa contratada por Paulo Bernardo para administrar os empréstimos consignados a milhares de servidores públicos – como ex-ministro, o marido da petista não tem foro especial perante a Corte máxima.
Nessa ocasião, quando o Supremo tirou de Moro a apuração sobre a Consist e Paulo Bernardo caiu no radar dos investigadores a informação que investigados combinaram uma comemoração regada à champanhe.
“A Custo Brasil é a resposta àqueles que celebraram com champanhe o declínio do caso de Curitiba”, disse o procurador Andrey. “Para mostrar que, na verdade, não é só Curitiba que faz essa investigação, o que faz muito bem.”
O procurador mandou um recado direto a quem se envolveu em esquema de propinas. “Isso é uma meta das instituições aqui presentes (Procuradoria, PF e Receita), uma meta de perseguir a corrupção porque ela é um inimigo invisível de toda a sociedade.”
Andrey Borges enfatizou. “O que nos une, o que nos motiva realmente é que aqueles que celebram que conseguiram retirar o caso do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato hoje foi uma demonstração de que, na verdade, as investigações vão continuar onde quer que estejam.”

Ministra suspende acordo entre órgãos públicos e Samarco para recuperação ambiental

Em liminar, Diva Malerbi, do Superior Tribunal de Justiça, considera que diante da extensão dos danos do rompimento da barragem seria 'recomendável o mais amplo debate' para a solução do problema, com a realização de audiências públicas
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Diva Malerbi, desembargadora convocada, suspendeu, em caráter liminar, o acordo assinado entre entidades públicas com as empresas Samarco, Vale e BHP Billiton para recuperação ambiental da área atingida pelo rompimento da barragem do Fundão, em Marina (MG). O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
As informações foram divulgadas no site do Superior Tribunal de Justiça. Homologado no dia 5 de maio, o acordo, a ser implantado no prazo de 15 anos, prevê a criação de uma fundação privada com a finalidade de adotar programas socioeconômicos, de infraestrutura, recuperação ambiental, além de medidas nas áreas da saúde, educação, cultura e lazer para a população atingida pela tragédia ocorrida em 5 de novembro de 2015 – 3,2 milhões de pessoas tiveram suas vidas afetadas pelo mar de lama e rejeitos que chegaram até o Espírito Santo. Dezoito pessoas morreram
O acordo incluiu entidades federais (União, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Agência Nacional de Águas (ANA), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Fundação Nacional do Índio (Funai) e entes públicos dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Após a homologação do acordo, foi determinada a suspensão de uma ação civil pública em tramitação na 12º Vara Federal de Belo Horizonte e extinguiram-se recursos que discutiam a implantação de outras medidas.
Na decisão, a ministra Diva Malerbi ressaltou que a Primeira Seção do STJ, no dia 22 de junho, decidiu que a competência para julgar processos que envolvem a empresa Samarco no caso do rompimento da barragem é da 12ª Vara da Justiça Federal de Minas.
A decisão da Primeira Seção ratificou uma liminar concedida pela ministra Laurita Vaz, vice-presidente do STJ, no dia 11 de janeiro. Segundo Diva Malerbi, a homologação do acordo ‘desrespeitou decisão proferida’ pelo STJ.
“Em primeiro lugar, porque, na pendência da definição do conflito de competência, os processos foram suspensos, sendo autorizada apenas a implementação de medidas de caráter urgente, tendo-se definido a competência da 12ª Vara da Seção Judiciária de Minas Gerais para o exame dessas questões”, justificou Malerbi.
Além disso, para a ministra, diante da extensão dos danos do rompimento da barragem seria ‘recomendável o mais amplo debate’ para a solução do problema causado, com a realização de audiências públicas, com a participação dos cidadãos, da sociedade civil organizada, da comunidade científica e de representantes locais.
COM A PALAVRA, A SAMARCO:
“Sobre a suspensão da homologação do acordo firmado entre a Samarco, seus acionistas Vale e BHP Billiton, a União e os governos dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, anunciada ontem pelo Superior Tribunal de Justiça, a Samarco informa que pretende recorrer da decisão.
O acordo, assinado entre as partes no último mês de março e homologado em 5 de maio passado, prevê uma série de programas socioambientais e socioeconômicos de recuperação dos impactos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.
A Samarco esclarece que a decisão não afeta as obrigações contidas no acordo, que continuarão sendo integralmente cumpridas, inclusive no que diz respeito à instituição da fundação de direito privado prevista no documento.”

“Eu vou derrubar o planalto” afirma Marcelo Odebrecht ao fechar delação premiada



Condenado a quase 20 anos de prisão pelo juiz federal Sergio Moro, o maior empreiteiro do país e herdeiro do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, fechou acordo de delação premiada na Operação Lava Jato e já começou a colaborar com as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, como revelou a coluna Radar. 

Nas últimas fases da Lava Jato, foi colhida uma avalanche de provas contra o executivo, deixando a defesa técnica cada vez mais difícil.


Além de Marcelo Odebrecht, também vão colaborar com a justiça todos os executivos ligados à Odebrecht e investigados na Operação Lava Jato. O conglomerado fundado por Norberto Odebrecht também aceitou celebrar um acordo de leniência, que é o equivalente à delação premiada para as empresas. 



Com isso, o grupo deve se comprometer a pagar uma multa bilionária e tenta não ser banido de contratos futuros com a administração pública. “As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato”, disse em nota a Odebrecht. A concorrente Andrade Gutierrez, que teve os executivos presos na mesma fase em que Marcelo Odebrecht foi levado à cadeia, também fechou acordo de leniência e aceitou pagar multa de 1 bilhão de reais. 


Nos depoimentos de colaboração com a justiça, a Andrade implicou a campanha da presidente Dilma Rousseff e admitiu aos investigadores ter desembolsado propina para vencer a disputa para a construção e revitalização de estádios para a Copa do Mundo e para participar de obras na usina de Belo Monte, no Rio Madeira.


Marcelo Odebrecht está preso desde o dia 19 de junho de 2015, quando foi deflagrada a fase da Lava Jato que investigou a atuação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez com o esquema de fraude em contratos da Petrobras e de pagamento de propina a agentes públicos. 


Odebrecht já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa e responde a outras ações penais relacionadas ao petrolão. Nos bastidores, Odebrecht era pressionado por familiares para fechar um acordo de delação premiada e, mesmo com a penalidade imposta pelo juiz Sergio Moro, conseguir benefícios judiciais.

Brasil Corrupto: YouTube desbloqueia vídeo em que Lula chama o povo...

Brasil Corrupto: YouTube desbloqueia vídeo em que Lula chama o povo...: O vídeo ficou bloqueado pelo  YouTube  durante meses e agora, não se sabe por qual motivo, ele foi liberado novamente Lula  chama povo bra...

quinta-feira, 30 de junho de 2016

OPERAÇÃO LAVA JATO

‘Político quando está em campanha, ele só pensa na receita e não controla despesas’, diz dono da UTC

O empreiteiro Ricardo Pessoa, primeiro delator de grande empreiteira da Lava Jato, explicou ao juiz Sérgio Moro nesta quinta como fez doações oficiais e entregas em espécie ao PT como propina da Petrobrás
“Político quando está em campanha, ele só se preocupa com a receita e não controla despesas.” A opinião é do dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, ao analisar os repasses de propinas que eram feitos em dinheiro em espécie para políticos, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, nesta quinta-feira, 16. O empreiteiro foi uma das testemunhas de acusação contra o marqueteiro do PT João Santana e o dono da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht.
“Isso significa que eles são muito desorganizado a como conduzir uma campanha. Como eles têm muitas despesas pequenas, que somadas passam ser grandes, então é muito mais fácil eles receberem em espécie”, disse Pessoa, delator da Lava Jato, em mais um depoimento prestado a Moro, desde que foi preso em 14 de novembro de 2014 – alvo da 7ª fase, Juízo Final.
Pessoa confirmou em juízo que pagava propinas ao PT, via ex-tesoureiro João Vaccari Neto, por ordem do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – indicado pelo partido ao cargo. E também que repassou valores em espécie, que não eram de propina, a pedido dos políticos.
“No caso de Vaccari, a grande, quase absoluta, maioria (da propina), era depositado na conta do Partido dos Trabalhadores, a maioria no Diretório Nacional”, detalhou o dono da empreiteira UTC. Segundo ele, pelo menos R$ 2 milhões foram repassados em espécie para Vaccari.
Pessoa também confirmou que, em 2012, a UTC fez pagamentos a uma gráfica para a campanha do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Questionado por advogados, Pessoa confirmou em juízo o conteúdo de suas delações em que relatou repasse de doações em espécie para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), para o deputado federal Paulinho da Força (PDT-SP) e para o ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).
No caso da doação ao tucano Aluísio Nunes, líder do governo interino no Senado, Pessoa disse que pagou em espécie a pedido dele e que os repasses não eram relacionados a propina, apesar de serem feitos fora do sistema de doação oficial à campanha ou ao partido. “Muitos pagamentos por fora foram feitos por solicitação dos políticos, mas não necessariamente estavam ligados a propina, muito pelo contrário.”
Sistemática. Pessoa voltar a contar que as propinas eram cobradas após fechamentos dos contratos. “A medida que se ganhava um contrato, nós éramos instados a fazer um pagamento, uma parte para a casa, que que a Diretoria de Serviços, outra parte para o partido político”, explicou Pessoa, ao ser questionado pela procuradora da República Laura Tessler, da força-tarefa da Lava Jato.
“Renato Duque sempre encaminhou para João Vaccari Neto”, afirmou o delator. “À medida que você assinava um contato de uma unidade algum prestação de serviço da Engenharia, ao conversar com próprio diretor Duque, ele lhe encaminhava e perguntava se tinha conversado com o senhor Vaccari, ao mesmo tempo que Barusco nos procurava para conversar sobre a participação deles.”
A procuradora quis saber o que era a participação. “Propina”, confirmou o dono da UTC.
“Ao longo do tempo isso passou a ser automático”, explicou Pessoa. Vaccari procurava a empresa e sabia sobre o “contrato, valores, tudo”. “Geralmente era 1%, meio por cento para o partido, meio por cento através do Barusco para o que eles chamavam Casa (funcionários da Petrobrás”.

Homem com picareta ataca sede nacional do PT

Emilson Silva foi detido por uma patrulha da Polícia Militar, mas liberado ainda na madrugada desta quinta-feira, 30; no Face, ameaça retornar
O coração do PT foi atacado com uma picareta na madrugada desta quinta-feira, 30. A vidraça frontal do prédio que abriga o Diretório Nacional do partido foi estourada por um homem, à 1 h. O Diretório fica na Rua Silveira Martins, no centro velho de São Paulo, nas imediações da praça da Sé. O atendado ocorreu cerca de duas horas após o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo ser solto da Polícia Federal em São Paulo após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.
Uma patrulha da Polícia Militar surpreendeu o homem, identificado como Emilson Silva, com uma picareta, estilhaçando as três portas duplas de vidro na fachada do edifício. Cacos de vidro se espalharam, mas ninguém se feriu.
Segundo a PM, o homem foi levado, por volta de 1h20, ao 8º Distrito Policial, do Brás, e foi liberado em seguida.
Um perfil no Facebook em nome de Emilson Chaves Silva traz uma postagem, na manhã desta quinta, republicada diversas vezes que diz: “Foi eu quem ataquei o diretório nacional do partido dos trabalhadores e vou atacar de novo…

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mãe natureza


MÃE-NATUREZA

Vamos fazer a nossa parte
para preservar a Natureza
evitando o desperdício de água, 
energia, combustível, papel, 
alimentos e outros recursos.
- Preservar é viver! 

Vamos reduzir o lixo, 
fazendo a reciclagem
e a coleta seletiva para 
o seu reaproveitamento.
Vamos impedir a poluição 
de nossos rios e oceanos.

Vamos proteger nossa fauna, 
os bichos exóticos e os comuns, 
a Floresta Amazônica 
e também a nossa flora 
transformando nosso planeta, 
num planeta azul e verde. 
- A Mãe-Natureza agradece!

Não deixe o Meio-Ambiente desaparecer.
Proteção Ambiental com consciência 
é uma questão de sobrevivência.
Trate a Terra e tudo o que nela habita 
com respeito, amor e consideração, 
pensando em seus filhos e netos 
que nela viverão.

2

em algum momento nessa selva de pedra ...
me pego com o pensamento em Ti...
fecho meus olhos...e te sinto... 
te imagino me abraçando com suas aguas límpidas...
me aquecendo com seus raios solares...
me envolvendo com a névoa do luar...
enfeitiçada pelas radiantes estrelinhas...
e assim Mãe... 
me rendo aos teus encantos!


3
Mãe, 
Perdoe os erros dos seres humanos,
não demos valor a tudo que ganhamos,
Sonhamos talvez com um mundo melhor,
mas que melhor é esse que só fica pior?
o melhor é quando sabemos aproveitar
o que a natureza tem a nos dar.
Mãe na terra, no mato e nas águas do mar,
coisas sem vida, vida fazeis ganhar!
Ser humano insano, não mate o que ela
nos trás, A água, o ar
estão ficando pra trás...
Nos aquece com os raios solares,
nos envolve com a névoa do luar
com ela só temos a ganhar!
Por que então, não paramos
e prestamos atenção
nessa grande confusão
de quem é que destrói e tenta recuperar
o que um dia não desistira 
recuperem agora,
enquanto temos tempo,
tempo de viver
tempo de não mais sofrer
com a falta
com a dor
com tanto
tanto calor!
Mãe Mostraremos o nosso amor...