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domingo, 22 de maio de 2016

A morte pela vida


Dissertar sobre a perda de uma vida é um assunto que não gostamos muito de falar e nem de pensar.
Tem a questão que é relacionada à nossa vida. Muitas pessoas quando tem noção exata de sua existência e prazer por ela, se prendem a esse desejo de eternizar e dificilmente admitem ou aceitam a situação da morte.


Também tem a perda de alguém que convivemos muito tempo, e nesse tempo foi se construindo uma relação de amor bastante intensa. Com isso, essa perda é como se estivesse sendo arrancado parte de nós, e na maioria das vezes temos dificuldades de entender porque isso acontece.
Muitas pessoas quando perdem alguém que ama, também perdem o sentido da vida, se deixam levar pela saudade, com isso vem à tristeza e sofrimento, chegando ao ponto de não quererem mais continuar vivendo.
Existem muitos casos em que a pessoa fica totalmente desolada, ou porque não são consoladas ou não aceitam consolo e acabam tomando atitudes desesperadoras e perdem a razão de viver.
Só não questionamos quando ainda somos crianças ou ainda jovens, não lidamos e não entendemos esse sentimento e na velhice quando a mente abre mão de pretensões e aceita previsões.
Para tentarmos aceitar esse momento e amenizar o sofrimento precisamos procurar refletir sobre esse momento.
As religiões podem nos ajudar bem com essa situação, independente de cada uma ter suas explicações, o mais importante é que nos dão um consolo e uma explicação plausível para esse momento de finitude.
E com certeza a maioria converge para uma definição: - para tudo há seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer. A vida e a morte não são contrárias, são irmãs e parceiras na manutenção de um ciclo.
Os espiritualistas entendem como sendo o único recurso para recomeçarmos uma nova “vida espiritual”.
Os materialistas entendem que, “a morte é um processo biológico natural e necessário”.
É condição indispensável à sobrevivência da espécie e fundamental para a “ventura humana sobre a terra” Através da morte a vida se alimenta e se renova. “Desta maneira a morte não seria a negação da vida e sim um artifício da natureza para tornar possível a manutenção da vida”. boa saúde
Não nos preparamos para a chegada de alguém? É claro que nesse caso a chegada tem hora marcada. Devemos nos preparar para a partida que não tem hora marcada. Temos hora para nascer, mas não temos para morrer e uma única certeza de vida, a morte.
Estarmos preparados para esse momento inevitável de que um dia, cedo ou tarde, todos nós teremos que partir, não é de antecipar um sofrimento e tristeza, e sim que temos um ciclo de vida que faz parte da nossa natureza e de todos os demais seres que por aqui passam.
Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez. Willian Shakespeare
No primeiro instante que nascemos para a vida, já vivemos para a morte. Ranulfo
Para que preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos que resolver primeiro. Confúcio

Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida. Raul Seixas 

Corrente de amor

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento.
Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou e se aproximou.

O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada.
 Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?
 
 Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pôde ver que ela estava com muito medo e disse:
 -- "Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan".
 
 Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante.
 Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
 
Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
 Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.
 
 Contou que era de St.Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.
 Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela.
 
 Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.
 Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele.
 
Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante.
 Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.
 
Ele respondeu:
-- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar.
 E acrescentou: "... e pense em mim".
 
Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo.
 
 Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante.
Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela.
 
 A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar.
 
 A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.
 A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho.
 Então se lembrou de Bryan.
 
Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou.
 Já tinha partido quando a garçonete voltou.
A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia Ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares.
 
 Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:
-- "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando.
 “Se você realmente quiser me reembolsar não deixe esta corrente de amor terminar com você”.
 
 Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir.
Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
 
 Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil!
 Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

Tempo que nosso lixo leva para se degradar


                                       Tempo que nosso lixo leva para se degradar
                                      
                                       Vidro                              Até 1 milhão de anos
                                       Linha de Nylon               600 anos
                                       Fralda Descartável          450 anos
                                       Garrafa de Plástico          450 anos
                                      Lata de Alumínio              200 anos
                                      Plástico                            100 anos
                                      Metal                               100 anos
                                      Isopor                                80 anos
                                      Copo Plástico                     50 anos
                                      Saco Plástico                      35 anos

Que cultura ambiental é essa que tem um discurso diferente da prática, onde está nossa consciência de que a natureza precisa ser respeitada e preservada. Isso é ignorância e hipocrísia.

Infelizmente, nós seres humanos, de uma forma geral, nos consideramos superiores a tudo e a todos que habitam o planeta. Essa pretensa superioridade não nos permite enxergar que somos tão dependentes da saúde do ambiente quanto um peixe é do oxigênio contido na água. A tendência à superioridade, somada à ganância incondicional, nos tornaram as maiores ameaças à vida no planeta. "Instituto Aqualung"

Precisamos urgentemente aplicar esses conceitos de planeta sustentável, como também dar exemplo aos nossos filhos, para que eles cresçam com uma consciência mais atuante e preservadora e possam salvar o planeta e se salvarem.
Para que eles cresçam entendendo que a natureza nem sempre age por vontade própria, mais sim reflete o que ela recebe do ser humano.

Fiquemos com esses pensamentos:

A natureza responde

Ouvimos muito esse discurso do ecologicamente correto, as pessoas falando em ecossistema em desenvolvimento sustentável e tantos outros termos usados no dia a dia.

Muitos de nós cidadãos,temos capacidade suficiente para entender este  discurso do ecologicamente correto, mas na prática vivemos o oposto.



Vejamos que são coisas simples que deveríamos fazer, no entanto não colocamos em prática como, por exemplo; dentro dos lares, aonde as pessoas não separam os materiais recicláveis dos orgânicos, os fumantes que jogam cigarro em qualquer lugar que se encontram.  Jogamos pelas ruas papel de sorvetes, de balas e doces como se fosse algo normal.

Pelas estradas as pessoas jogam de tudo; latinhas de bebidas e sacos plásticos, já observei jogarem até fraldas descartáveis usadas nas estradas.

As praias são um verdadeiro lixão a céu aberto, não encontramos mais espaço para passear e nos divertir.
Nas margens dos rios encontramos de tudo que possa imaginar; geladeira, fogão, guarda-roupa e até carro. 

Nas cidades há o solo todo pavimentado. Canalizamos os córregos e riachos, quando vem à chuva as águas não encontram espaço suficiente para ter a sua vazão, por causa do lixo e do entulho que o ser humano despeja no curso das águas impedindo seu fluxo normal. 

Conseqüentemente o que vemos são os rios, nos período das chuvas, provocando as enchentes tentando recuperar o espaço transbordando suas margens que foram envadidas por nós.

Com as queimadas as poluições invadem as cidades e regiões urbanas, trazendo vários tipos de doenças respiratórias.

Ainda existem muitas empresas que  não adquiriram a consciência de preservar o meio ambiente e com isso descarregam seu lixo industrial e químico diretamente nos rios e córregos tirando o oxigênio das águas e matando os peixes e as espécies marítimas.
Os animais e aves silvestres estão ficando encurralados e sendo exterminados por essa irresponsabilidade do ser humano em destruir a natureza com os incêndios  as queimadas e as derrubadas. 

volte pra casa



Volte para casa ó bela pequena
Que as águas mansas querem te tocar
  O vento sopra entre as colinas  
Querendo trazer você para cá
   A relva e o campo trazem teu cheiro
  Que eu sempre sentia ao te tocar  
Os pássaros cantam a nossa musica
  Pedindo para você não demorar 
Sua saudade machuca meu peito
  Eu não consigo parar de chorar  
Volte logo minha linda pequena
  Minhas lagrimas vão o rio inundar 
 Quero contigo correr pelos campos
Para depois na sombra deitar 
Olhar o céu e ver seu azul
  A mesma cor que tem seu olhar 
A natureza se torna mais bela
Quando vê a gente a brincar  
Sente saudade desse nosso jeito
  De amar, sempre amar, sempre amar 
Você é minha flor do jardim
Onde sempre vamos namorar
  Volte para casa minha linda pequena 
Quero de novo poder te abraçar...

Cicatriz de amor



Um   menino tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.

Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não freqüentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.

A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:

Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com ele, para que ele fosse o primeiro a entrar e o último a sair. Desta forma nenhum aluno via o rosto do menino, a não ser que olhassem para trás.

O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás. Levado ao conhecimento do menino da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:

Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ.

A turma concordou, e no dia o menino entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:

- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:

- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silencio atenta a tudo .

O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida. 
.
 Silêncio total em sala.

-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...

 Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama. 

Só que quando minha mãe tentou entrar na  casa em chamas as
pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha, eu via minha mãe gritar:

- "Minha filhinha está lá dentro!" Vi no rosto de minha mãe o desespero, o horror e ela gritava, mas aquelas pessoas não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha...

- Foi aí que decidi. Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar. 


Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa. Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.
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 Eu sabia o quarto em que ela estava. Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito... Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
.
  A turma estava quieta atenta ao menino e envergonhada então o menino continuou: -- 
.
- Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR. 

.
Vários alunos choravam, sem saber o que dizer ou fazer, mas o menino foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.


Autor desconhecido

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Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZES.
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Não falo da CICATRIZ visível mas das cicatrizes que não se veem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras atos e omissões, que sejam elas para deixar CICATRIZ DE AMOR.  

AINDA SOBRE SAUDADE NÃO TEM IDADE

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