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terça-feira, 14 de junho de 2016

Cassação de Cunha passa no Conselho de Ética da Câmara

Aliados do deputado manobram na CCJ enquanto decisão vai a plenário. Eduardo Cunha é acusado de mentir a CPI.

O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu nesta terça-feira (14) decisão desfavorável do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O parecer pela cassação do mandato de Cunha, do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), foi aprovado, por 11 votos a 9, uma semana após o pedido de sua prisão ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
As acusações que pesam contra Eduardo Cunha no processo são quebra de decoro parlamentar e ocultação de contas secretas no estrangeiro, e de ter mentido sobre estas em depoimento à CPI da Petrobras, no ano passado. Ele ainda nega, sustentando ser beneficiário de fundos de trustes (administradoras jurídicas de bens e recursos).
Agora, a defesa de Cunha tem cinco dias úteis para recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que não mais poderá se manifestar sobre o mérito. Em seguida, para a punição ser aprovada em defnitivo, o relatório de Rogério necessita de pelo menos 257 votos no plenário da Câmara dos Deputados.
“Fora Cunha”, gritaram deputados e servidores que assistiam à votação no plenário, onde ocorreu a sessão do Conselho de Ética, após a proclamação do resultado pelo presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA).
O relatório aprovado afirma que Eduardo Cunha utilizou trustes e offshores para ocultar patrimônio mantido no exterior e para desviar recursos de contratos da Petrobras.
“O deputado se utilizou de engenharia financeira para dissimular o recebimento de propina. Creio que a única sanção aplicável é a perda de mandato, pois a mentira foi premeditada e realizada com a finalidade de minar a Operação Lava Jato”, declarou Marcos Rogério.
“Estamos diante do maior escândalo que esse colegiado já julgou. Não se trata de omissão e mentira, mas de uma trama com a finalidade de ocultar uma série de crimes”, encerrou.