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sábado, 4 de junho de 2016

Empregada doméstica no mercado de trabalho

Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a baixa remuneração e altas cargas de trabalho contribuíram para a migração das antigas domésticas para outras áreas do mercado. A realidade brasileira está sendo refletida em todos os setores e não foi diferente para as empregadas domésticas, que decidiram apostar na qualificação para outros setores, com cargas horarias mais moderadas e melhor remuneração. O Dieese também aponta que o mercado acabou absorvendo muitas dessas profissionais para atuarem em indústrias, comércio e confecções, além de elas atuarem também como diaristas, que seria uma modalidade mais informal da profissão, sem carteira assinada e com menos frequência de trabalho. 

Entre os anos de 2003 e 2010, foram criados mais de 15 milhões de empregos em território brasileiro e, somente no ano passado, o país conseguiu gerar mais de 2,500 milhões de novas vagas, desempenho que ultrapassou a meta estabelecida de 2 milhões de emprego. As empregadas domésticas representam 8,5% do volume de mão de obra total e 92% das vagas são preenchidas por mulheres. O piso salarial de uma empregada doméstica no estado de São Paulo é de R$ 900 e a procura por essas profissionais é tanta que falta mão de obra qualificada. Percebe-se um aumento de mais de 80% na procura por empregadas domésticas. 
No caso das diaristas, houve uma queda de 60%. Essa queda na procura por diaristas é explicável fazendo a seguinte comparação: uma diarista contratada para trabalhar duas vezes semanalmente custa, em média, R$240, somando R$ 960 ao mês - além do vale transporte. No caso da empregada doméstica, ela precisa trabalhar entre quatro e cinco vezes por semana para, no fim do mês, receber R$ 1,2 mil, com descontos. Ou seja, para as profissionais que atuam no mercado como autônomas, ter clientes fixos em duas residências e trabalhar apenas duas vezes por semana lhe renderia R$ 1.920 ao mês, valor acima do que é recebido pela profissional contratada. O fato é que muitas das empregadas domésticas brasileiras estão cada vez mais deixando para trás a segurança do emprego formal e apostando nas conveniências do mercado autônomo, prestando serviços eventuais - e não habituais - e flexibilizando seus dias de trabalho, por exemplo. 

Apesar da falta de interesse das profissionais pela carteira assinada, ainda existem domésticas que continuam atuando de forma tradicional. Para Fernanda de Oliveira, doméstica há 6 anos em São Paulo, a segurança do emprego formal vale muito mais que o aumento do salario. Ela diz ainda que prefere ter a certeza de que terá direito a férias anuais e que receberá o 13º ao fim de cada ano, além de não precisar gastar do próprio bolso para pagar pelo deslocamento para o trabalho e ter o direito de receber sua aposentadoria mais tarde.