autora do blog

autora  do blog
Utilidade publica

Sobre o blog

FALANDO UM POUCO DE TUDO.
DOS SONHOS, A REALIDADES, COM GRAÇA.
+ ATUALIDADES
MODA.
SAÚDE
CURIOSIDADES
NOTICIAS ATUAIS
UTILIDADE PULICA

sábado, 12 de março de 2016

Praticar ioga reduz níveis de substância inflamatória


Os benefícios da prática do ioga são extensíssimos, abrangendo as dimensões física, mental e espiritual do homem. Num estudo recente, investigadores da Ohio State University, nos EUA, confirmaram cientificamente o poder desta prática milenar na redução de uma substância desencadeada pelo stress e que está implicada no aparecimento de variadas doenças do foro cardiovascular e oncológico.

Neste estudo, publicado na revista “Psychosomatic Medicine”, os investigadores dão nota de uma análise realizada junto de 50 mulheres com uma média de idades a rondar os 41 anos. Os autores verificaram que a prática regular de ioga estava associada a níveis menores de interleucina-6 (IL-6), uma citocina relacionada com os processos inflamatórios que conduzem a doenças cardíacas, diabetes e patologias oncológicas.

Para o estudo, as voluntárias foram divididas em dois grupos: as “experientes”, que já praticavam ioga há pelo menos dois anos, duas vezes por semana, e as “iniciadas” que gostariam de ter aulas mas que apenas tinham experimentado em casa com a ajuda de um DVD.

Antes de iniciarem as sessões de ioga – três ao todo – no centro de investigação clínica da Universidade, as mulheres foram submetidas a um questionário psicológico (para aferir o humor e os níveis de ansiedade) e foi-lhes retirado sangue para análise.
 
A primeira recolha de sangue destinava-se a avaliar os níveis de stress e de IL-6. Mas, ao longo da avaliação, foram-lhes retiradas pequenas amostras de sangue, através de um cateter deixado debaixo de uma veia, com o intuito de analisar os níveis da substância ao longo da experiência.

As participantes foram, então, convidadas a realizar várias tarefas tendo em vista aumentar os seus níveis de stress. Os testes incluíam colocar os pés em água gelada, a cada minuto, e realizar operações matemáticas de cabeça.

Para aferir o efeito das atividades físicas sobre o grau de stress, as voluntárias eram divididas em três grupos: um grupo realizava exercícios de ioga, um outro fazia exercício de caminhada num tapete rolante e o último relaxava vendo filmes.

Após os testes, os cientistas verificaram que as participantes iniciadas na prática de exercício apresentaram níveis de I.L-6 41% superiores aos das participantes experientes.

Segundo explicou um dos membros da investigação, Kiecolt-Glaser, as mulheres com mais tempo de prática de ioga iniciaram o estudo apresentando níveis mais baixos de inflamação e, ao longo da experiência, também responderam melhor às situações de stress.
 
Dado que o ioga é composto por práticas respiratórias e movimentos corporais, os cientistas não foram capazes de identificar qual componente atua na redução do stress bioquímico do corpo.

Ron Glaser, co-autor desta investigação e professor de virologia molecular, imunologia e genética, adiantou que o estudo tem algumas implicações bastante claras para a saúde. "Sabemos que a inflamação desempenha um papel importante em muitas doenças e o ioga parece ser uma maneira simples e agradável de reduzir os riscos de desenvolver doenças cardíacas, diabetes e outras patologias".

Bill Malarkey, professor de medicina interna e também co-autor do estudo, explicou que, com o envelhecimento e a inatividade, os músculos encolhem e “o que o ioga provoca é um aumento de flexibilidade e de relaxamento, dois factores que diminuem o stress”.

Malarkey vê a prática regular de ioga ou de outro exercício físico como uma possível solução para a atual crise da saúde. "As pessoas precisam ser educadas para assumirem a responsabilidade pela sua saúde. Fazer ioga e atividades similares pode fazer a diferença".